Hospital de amor

Redação A12

Hospital de Amor

Hospital de Amor

Você seria capaz de enfrentar um câncer? e, mais que isso, dois ou três ao longo da vida?

A jovem Bianca Sayuri Teshima, 15 anos, levava uma vida normal, como qualquer criança de 3 anos. Tinha um irmãozinho, pai e mãe casados, uma vida feliz em Ivinhema (MS), até que seus pais receberam uma notícia muito difícil de enfrentar.

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Ela, tão miúda, teria de iniciar a luta contra um câncer na coluna.

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“Eu tive que amadurecer muito. Eu até falo que não tive infância, porque eu cresci dentro do hospital”.

Quem vê Bianca contar a história da sua vida, logo percebe o que a jovem diz sobre amadurecer, pois é pura verdade que o seu jeito de falar logo entrega uma pessoa muito esclarecida, dedicada aos estudos e com um vocabulário muito rico para a idade que tem.

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é o famoso Hospital do Câncer de Barretos, que agora se chama Hospital de Amor.

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Toda a família viajou cerca de 700 KM até a cidade de Barretos (SP) para iniciar uma longa e sofrida jornada, quando a jovem ainda era muito pequenina.

Fraca durante o primeiro tratamento, ela chegou a ser desenganada pelos médicos, mas o pai, Eduardo Teshima, não se convenceu muito da ideia e não iria assim se entregar tão fácil, afinal de contas, a fé era uma das coisas que mais transbordava naquele pai.

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De joelhos, rezava o terço, todos os dias na Capela do Hospital, para que acontecesse o que dentro dele já seria certo: a cura da pequena Bianca pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida.

“Meu pai disse que, em certo momento, viu uma luz vindo em direção a ele. Ele tinha certeza que Nossa Senhora Aparecida se manifestava”.

Poucos dias depois, Bianca acordou do coma e,

1 ano e 8 meses após o início do tratamento, estava totalmente curada.

Segunda batalha

Quatro anos mais tarde, tudo parecia normal, mas Bianca, agora já com 8 anos, começou a sentir fortes dores na perna. Imediatamente, a equipe do Hospital diagnosticou que era câncer novamente. Desta vez, um Linfoma não Hodgkin, enfrentado com a mesma fé do primeiro câncer, mas também com todo o amor e tecnologia necessários para vencer mais uma batalha.

“Quando falam desse lugar, me recordo de coisas boas, como as enfermeiras, os médicos e funcionários, que me acolhiam como uma filha. Você parece não estar em um Hospital. O diferencial é o amor”.

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18 unidades móveis

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A carreta percorre todo o país levando exames de prevenção contra os cânceres de mama, próstata, pele, colo do útero e odontológicos.

O Hospital de Amor atende em 5 unidades de tratamento fixas: Barretos (SP), Jales (SP) e Porto Velho (RO)

▶Sobrevive 100% com doaçõ e s da população, de artistas e uma pequena contribuição do SUS que representa pouco mais de 20% da arrecadação. ▶Possui um déficit mensal médio de R$20 Milhões ▶ Conta com a colaboração de cerca de 3.500 funcionários

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Gente rica

NEGRO

BRANCO

CATÓLICO

ATEU

EVANGÉLICO

Com tecnologia de ponta e tratamento humanizado, o hospital mostra que, ao existir boa vontade, também é possível fazer um atendimento de primeiro mundo, de graça, PARA TODO O PAÍS.

Atualmente, o Hospital do Amor atende mais de 171 mil pacientes, de todos os estados brasileiros.

QUEM MAIS PRECISA É AQUELE QUE ESTÁ DOENTE. INDEPENDENTE DE QUEM SEJA, O TEMPO NÃO PARA,

O CÂNCER NÃO ESPERA.

Entenda mais sobre a história de bianca e outros pacientes

Assista a reportagem especial e conheça tudo sobre o Hospital de Amor

Créditos

Reportagem

Eduardo Gois

Fotografia

Eduardo Gois/ Gustavo Cabral/ Shutterstock: Banco de imagens/ Arquivo pessoal: Bianca Teshima

Imagens

Gustavo Cabral

Edição

Felipe Guimarães

Revisão

Luciana Gianesini

Arte/diagramação

Marieli Borges

Direção/produção

Eduardo Gois