A Cúpula do Santuário Nacional vista de baixo, com a Árvore da Vida e a cruz vazada

A Cúpula do Santuário Nacional de Aparecida

A grande coroa do Santuário de Nossa Senhora Aparecida

Mateus 13, 31-32

“O reino dos céus é como uma minúscula semente de mostarda plantada num campo. É a menor entre todas as sementes, mas se torna a maior das plantas e cresce até se transformar numa árvore em que as aves podem vir e encontrar abrigo”.

A Árvore da Vida na Cúpula sob o Altar Central traz em sua arte, a representação do centro da fé dos cristãos, que é Jesus, por isso tem como extensão a cruz vazada, com 8 metros de altura, simbolizando o caule ou grande tronco dessa árvore.

O tema da Cúpula faz alusão à parábola do grão de mostarda, que se torna a grande árvore onde os pássaros se aninham.

Desenho dos quatro pilares do Baldaquino, com a fauna e a flora

A obra fecha o projeto artístico iniciado com a arte do Baldaquino, ou seja, os quatro pilares que sustentam a Cúpula Central. Nele estão representadas a fauna, a flora e as etapas da vida humana.

Nesse conjunto artístico, o peregrino contempla o Paraíso que Deus criou para a humanidade habitar: um local de tranquilidade e paz.

Simbologia

Espírito Santo

No alto, no centro da Cúpula, está o pássaro que corresponde ao Espírito de Deus, que anima a criação e dá vida ao Universo.

Os pássaros

A arte traz o desenho de 42 pássaros de 12 espécies diferentes da fauna brasileira.

Entre eles, estão: pavão-do-pará, papagaio-real, maritacas, colhereiro, guará, beija-flor, arara-canga, arara-do-planalto, tucano, gavião-da-roça, arara-azul e tuiuiú.

Os pássaros representam todos os peregrinos que visitam o Santuário Nacional e encontram na Casa da Mãe um local para se refugiar, se recuperar e renovar a fé e a força para a caminhada da vida, assim como fazem os pássaros que buscam na árvore refúgio e descanso.

A cor dourada

Confere o sentido de totalidade à obra. Na arte sacra, o ouro representa o grande Sol que dá luz à vida, identificando o próprio Cristo como a luz que ilumina a humanidade e toda a criação.

A Cúpula vista de baixo, com os seis símbolos numerados de 1 a 6

Os símbolos da Cúpula, numerados de 1 a 6 na ilustração

Ícone da videira

1. Videira

A videira em branco e ouro é símbolo da Igreja, sinal de Comunhão: “Eu sou o tronco e vós os ramos da videira. Só tem vida quem está ligado (unido) a Mim” (Jo 15, 5).

2. Ave Maria

A Ave Maria, texto com saudação do anjo Gabriel e da prima Isabel à Maria, anunciando-lhes que ela será a mãe do Salvador.

Ícone da estrela

3. Estrelas

São sinais (símbolos) das promessas do Senhor feitas a Abraão quando deixasse sua terra em busca da Prometida (Gn 22, 17).

Ícone da água

4. Água

A água em movimento corresponde às “águas superiores” que fertilizam os rio e mares da terra.

Ícone da palmeira

5. Palmeiras

De Oásis e pássaros “do paraíso” em ouro, a tamareira é considerada a “rainha do deserto”, não só pela sua estatura, mas pelo serviço que presta às populações das terras desérticas. Fazendo lembrar a passagem bíblica: “Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça vosso servo.” (Mt 20,26), trazendo a reflexão de que cada cristão deve ter em sua vivência de fé a busca pelo servir.

Ícone do fogo

6. Vermelho

Simboliza o fogo, a energia do Espírito que faz tudo se mover.

Infográfico das medidas da Cúpula: 52,86 metros de altura, 108,07 metros de circunferência e 34,40 metros de diâmetro, o equivalente a um prédio de 17 andares

Construção da Cúpula

Início em 1965 e finalizada em 1970. 9.769 metros cúbicos de concreto, 123 toneladas, sendo 91,2 toneladas de tubos e 32 toneladas de acessórios, vigas e madeiramento.

Revestimento interno

Início em 2012 e finalizado em 2017.

Fotografias antigas da construção da Cúpula, com os andaimes e a estrutura de concreto

Mosaico da Cúpula

Foram instalados 2.052,05 mil metros quadrados de vidro colorido e dourado. No total, foram aproximadamente 20.500.000 unidades de tésselas (pastilhas) com pequenas pedras de 2 cm x 2 cm, em média.

A arte sacra desse espaço transmite Deus, que se reflete na própria natureza, primeiro elemento de santidade do mundo.

João 1, 3-4

“Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.”

A montagem do mosaico da Cúpula

Claudio Pastro explica a mensagem sacra da Cúpula Central

O artista sacro Claudio Pastro diante do mosaico

Claudio Pastro

O responsável por toda a concepção do projeto é o artista sacro Claudio Pastro, falecido em outubro de 2016.

Empresas envolvidas na obra:
Orsoni Esmalti Veneziani – Veneza (IT) – Produção de tésselas/pastilhas
ROHR – Montagem de andaimes
Friul Mosaic – Montagem dos mosaicos
Equipe do Santuário Nacional – Apoio de infraestrutura

Créditos

Diretor de Projetos

Pe. Luiz Camilo Jr, C.Ss.R.

Diretor Executivo

Pe. Marcelo Magalhães, C.Ss.R.

Textos

Marília Ribeiro e Luciana Gianesini

Fotos

Thiago Leon

Arte/Diagramação

Rosane Pereira

Revisão

Luciana Gianesini

Fonte de Pesquisa

Família dos Devotos, CDM Santuário Nacional, Lotus Projetos