O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República, participaram na noite de domingo (18), do primeiro debate do segundo turno das eleições de 2026. Foi o primeiro confronto direto entre os dois candidatos em um debate nesta eleição. O encontro, promovido pelo Grupo Bandeirantes, ocorreu uma semana antes da votação que vai definir o próximo presidente da República, marcada para 25 de outubro.
Ao longo de três blocos, Lula e Flávio discutiram segurança pública, economia, saúde, produtividade, relações com os Estados Unidos e redução da maioridade penal. Também trocaram acusações e provocações sobre corrupção e investigações.
A primeira pergunta do debate foi sobre segurança pública. Os candidatos foram questionados sobre o avanço do crime organizado, o domínio de territórios por facções e milícias e a redução da maioridade penal. Primeiro a responder, Flávio Bolsonaro afirmou que, se eleito, vai declarar “guerra ao narcoterrorismo” e classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas. A classificação faz parte do plano de governo do candidato.
Lula foi o segundo a falar. Ele afirmou que a segurança pública é responsabilidade dos estados pela Constituição de 1988 e disse que a PEC da Segurança Pública ampliará a participação da União na área. O presidente afirmou que, se a proposta for aprovada pelo Senado, criará o Ministério da Segurança Pública.
Veja também:
— Congresso deve retomar discussão da redução da maioridade penal e especialistas explicam porque mudança não é eficaz;
— Sistema do TSE aponta mudanças em locais de votação para segundo turno; eleitor deve ficar atento ao endereço e à seção.
— Diocese de Roraima recebe experiência missionária do Regional Norte 1.
Confira na íntegra: