O artista Cláudio Pastro (1948-2016) fez sua Páscoa definitiva há dez anos. Ele dedicou sua vida a criar uma arte, no Brasil e no exterior, em que o espaço sagrado necessita de sobriedade.
Sua expressão máxima artística foi a obra da Basílica de Aparecida, que engloba: piso, painéis, o trono de Nossa Senhora na Nave Sul, a Porta Principal e o Baldaquino, dentre outras. Sob a Grande Cúpula e o Baldaquino, de onde desce a monumental Cruz, ergue-se o Altar como o coração da missa.
Pastro buscou inspiração no Concílio Vaticano II para focar o templo no Cristo Vivo, revestindo o Santuário com: a luz dourada do céu, azulejos e mosaicos que traduzem a Palavra em formas e cores. Seu trabalho consolida o princípio litúrgico: a arte sacra é a Palavra viva que se vê.