Dom Mário Antonio: as seis décadas do arcebispo de Aparecida contadas por seus amigos e familiares

A trajetória do religioso, nascido em Itararé (SP), é marcada pela caridade e proximidade, testemunhadas por quem conviveu de perto com o prelado.
Dom Mário Antonio da Silva, no Altar Central do Santuário Nacional de Aparecida (SP)

Comemorando seis décadas de vida de Dom Mário, a Revista de Aparecida conversa com amigos e familiares, que relembram histórias do religioso

Por Matheus Azevedo e Victor Hugo Barros

O arcebispo de Aparecida, Dom Mário Antonio da Silva, completa 60 anos no dia 17 de outubro. A trajetória do religioso, nascido em Itararé (SP), é marcada pela caridade e proximidade, testemunhadas por quem conviveu de perto com o prelado.

“Para mim, ver a trajetória dele é sempre uma alegria enorme, pois Dom Mário tem o dom de nos aproximar um pouquinho mais de Deus. Seu exemplo, seus conselhos, suas atitudes, suas palavras são agradáveis. Com amor, ele nos auxilia, nos corrige, nos impulsiona a sermos melhores a cada dia”, conta a irmã do arcebispo, Maria Luiza Silva.

Arquivo pessoal
Dom Mário (com o remo na mão), na representação da pesca milagrosa, em Reianópolis (Arquivo pessoal)

Ela cresceu com o prelado no distrito de Reianópolis, em Sengés (PR). Na comunidade local, dedicada a Nossa Senhora Aparecida, recebeu os primeiros sacramentos e fez seus primeiros amigos.

“Tivemos o privilégio de conhecer Dom Mário ainda pequenininho. Sempre foi muito bondoso, educado, e um menino extremamente abençoado, vivendo sempre em harmonia com as pessoas e com a Igreja. Nos sentimos muito honrados de tê-lo como amigo”, confidencia o casal Olga e Valdemar Resende, de Reianópolis.

“Uma pessoa muito humilde, sincera, aberta ao diálogo. Uma pessoa de muita paciência. E, de maneira especial, o que mais eu gosto: uma pessoa transparente”, descreve o bispo prelado de São Félix do Araguaia (MT), Dom Lúcio Nicoletto, que se define “irmão e amigo” de Dom Mário.

Conheça a biografia completa do arcebispo de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva

Suas características se refletem em seu ministério pastoral, exercido inicialmente na Diocese de Jacarezinho (PR), onde foi ordenado sacerdote. No episcopado, atuou como bispo auxiliar de Manaus, entre 2010 e 2016, até ser transferido para Roraima, onde atuou até 2022, quando foi nomeado arcebispo de Cuiabá, governando até 2026 a arquidiocese matogrossense.

“Dom Mário é uma pessoa com um coração sinodal, de comunhão, de proximidade, de inclusão. Ama muito a vida religiosa feminina (…) Tem um olhar muito bonito, muito eclesiológico e sinodal”, conta a Irmã Sofia Bouzada, chanceler da Diocese de Roraima.

No local, sua atuação foi fortemente marcada pelo trabalho com os refugiados venezuelanos, organizando o trabalho de acolhida emergencial. Diariamente, a Igreja serviu café, almoço e jantar para mais de duas mil pessoas.

Toda a ajuda era feita por voluntários. Entre eles, Dom Mário. “O bispo cortando batata, ajudando a mexer a panela”, recorda o bispo de São Gabriel da Cachoeira (AM), Dom Raimundo Vanthuy Neto. “Passava manteiga no pão e distribuía café na casa das irmãs para os migrantes”, recorda.

Arquivo pessoal
Primeira comunhão de Dom Mário Antonio (primeiro da esquerda para direita) (Arquivo pessoal)

Arcebispo de Aparecida desde maio deste ano, Dom Mário continua a ser “um bispo com o cheiro das ovelhas, dos peregrinos, dos pequenos que chegam para vir ver a Mãe Aparecida e falar ao coração”, finaliza Dom Vanthuy.

Para estar mais perto dos fiéis, o religioso desenvolve ainda um apostolado nas redes sociais, sobretudo por meio do Instagram @dommarioantonio. No perfil @familiadosdevotos e @devotos.mirins, o arcebispo também responde perguntas, enviadas pelos membros da Família dos Devotos.

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