Santuário Nacional acolhe a 46ª Romaria Nacional dos Surdos

No Dia Nacional dos Surdos, a Casa da Mãe acolhe cerca de 400 participantes da Pastoral dos Surdos no Brasil. Saiba como foi a Santa Missa em ação de graças.

Dom Adilson Busin, referencial para a Pastoral no Brasil, ressaltou o acolhimento e o protagonismo destas pessoas na Igreja.

O Santuário Nacional recebeu, neste sábado (26), Dia Nacional dos Surdos, a 46ª Romaria Nacional dos Surdos, que reuniu cerca de 400 participantes de diversas partes do Brasil. Às 12h, foi celebrada, no Altar Central, a Santa Missa em ação de graças pelo importante trabalho pastoral desenvolvido junto às pessoas surdas.

A celebração foi presidida pelo Bispo da Diocese de Tubarão (SC) e referencial para a Pastoral dos Surdos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Adilson Pedro Busin. Concelebraram o assessor da Pastoral dos Surdos do Regional Leste 2, Pe. Vicente Oliveira; o Pe. Francisco Bustamante, de Sevilha, na Espanha; e o Pe. Wilson Czaia, assessor nacional da Pastoral dos Surdos.

Da esquerda para a direita: Pe. Vicente Oliveira; Pe. Wilson Czaia e Dom Adilson Busin. (Reprodução)

O acolhimento da Casa da Mãe aos surdos

Dom Adilson iniciou sua homilia saudando todos os presentes e dirigindo a mensagem aos surdos de que, na Casa da Mãe, eles são acolhidos com amor e não estão ali somente com a Igreja, mas eles são a Igreja de Maria, convidados à alegria da participação.

“Hoje vocês, surdos, são aqui os prediletos do amparo e do cuidado da Mãe Aparecida, não por descuido dos demais, mas pelo privilégio do vosso amor”.

Somos protagonistas da fé

Sobre a liturgia da Palavra do 26º Domingo do Tempo Comum, o Bispo ressaltou a importância de empreender o bem e caminhar na justiça, como indica a leitura do profeta Ezequiel; além da necessidade de pedir o dom da Fortaleza para perseverar na missão confiada por Deus, como apontado pelo Evangelho (Mt 21, 28-32).

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“Viemos pedir essa graça à Virgem Aparecida de também trabalhar na vinha. Você não é consumidor de fé, você é protagonista de fé, e é isso que o evangelho convida: vá você também trabalhar na minha vinha”, acrescentou.

O acolhimento e a participação dos surdos

O referencial da CNBB para a Pastoral dos Surdos continuou sua reflexão, recordando o que afirmam as Diretrizes da Ação Evangelizadora do Brasil (2026-2032), de que a Igreja é como uma tenda aberta para acolher. Segundo o bispo, o documento explica que a comunidade cristã deve garantir:

“O acesso pleno a pessoas com deficiência física, visual, auditiva, intelectual e inclusive de neurodivergentes. A pessoa com deficiência deixa de ser vista apenas como alguém que recebe uma ajuda, mas passa a ocupar o seu lugar de batizada, exercendo a corresponsabilidade na comunidade”.

Aos agentes da Pastoral

Na sequência, Dom Adilson ainda ressaltou com gratidão o trabalho realizado pelos agentes intérpretes, elogiando-os como protagonistas da evangelização e destacou, de modo especial, o serviço daqueles que, além dos surdos, são intérpretes para os cegos.

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Depois, o Bispo encerrou sua reflexão dizendo:

“Para o coração que ama, não há limites físicos que impeçam a alegria do serviço e o compromisso de um missionário da Igreja”.

Assista a seguir à celebração completa:

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