Na série “Quem é Nossa Senhora Aparecida?”, conheça a relação entre a Virgem Maria e o Evangelho e descubra novos aspectos sobre a Mãe de Deus e nossa!
Nossa Senhora Aparecida se mostra uma mãe acolhedora e bondosa, que intercede pelo povo brasileiro junto a Cristo. A nossa Padroeira é a mesma Maria apresentada pelas Escrituras: a serva que disse “sim” a Deus, a mãe de Jesus, a mulher de Caná, a Mãe confiada aos discípulos junto à cruz.
Embora o nome “Aparecida” não apareça nas Escrituras, é sob essa mesma identidade de Maria que a Igreja reconhece e venera Nossa Senhora Aparecida. É a partir desse olhar que falaremos nesta terceira matéria da série especial “Quem é Nossa Senhora Aparecida?”.
Uma só Maria, muitos títulos
“Aparecida” é o título pelo qual Maria de Nazaré passou a ser venerada no Brasil, após sua imagem ter sido encontrada nas águas do Rio Paraíba do Sul, em 1717.
Dessa forma, os títulos marianos não significam que há várias “Nossas Senhoras”, mas diferentes formas pelas quais a Igreja reconhece a presença e a missão de Maria na vida dos povos e das comunidades.
Nas Escrituras, Maria nos é apresentada em diferentes aspectos:
- a mulher que acolhe o anúncio do anjo;
- a serva que diz “sim” a Deus;
- a mãe que gera e acompanha Jesus;
- a mulher prestativa que visita Isabel;
- aquela que proclama o Magnificat;
- a mãe que entende e proclama a missão de seu Filho;
- a mulher presente em Caná;
- a discípula que permanece junto à cruz;
- aquela que está com os discípulos em oração.
A Lumen gentium, do Concílio Vaticano II, apresenta Maria dentro do próprio mistério de Cristo e da Igreja, destacando sua participação na história da salvação. São João Paulo II também explica que Maria é modelo de fé e caridade para a Igreja, bem como a Mãe da Palavra Eterna:
“Escolhida desde toda a eternidade para ser a Mãe da Palavra Eterna, que, à anunciação do anjo, se concebeu no Vosso ventre virginal como Filho do Homem e homem verdadeiro!”
Confira o vídeo do Portal A12 com o Pe. Humberto Robson de Carvalho, que fala sobre como Maria é um modelo de fé para todos nós:
Maria, mulher da escuta
Maria não aparece no Evangelho como alguém que simplesmente recebe um título de honra. Ela é apresentada como uma mulher que escuta a Palavra de Deus, confia e responde.
“Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,26-38).
Dessa forma, entendemos que, antes mesmo de ser chamada de Mãe, Maria é aquela que acolhe a vontade de Deus.
O saudoso Papa Francisco, em sua visita à Casa da Mãe, em 2013, recordou que em Maria encontramos o mais perfeito exemplo do discipulado:
“A Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe e pede: ‘Mostrai-nos Jesus’. É de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado. E, por isso, a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria.”
Sendo assim, a Igreja entende que sua presença conduz os fiéis ao Evangelho. No rosto materno de Maria, muitas pessoas reconhecem o Deus que se aproxima dos pequenos, levanta os abatidos e não abandona aqueles que sofrem.
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