O Evangelho deste domingo ensina-nos como viver a correção fraterna e a humildade.
No 23º Domingo do Tempo Comum, o Evangelho de Mateus 18, 15-20 leva-nos a refletir sobre o diálogo e a reconciliação. Jesus exorta-nos a agir com caridade e verdade diante dos conflitos e do erro de algum irmão. Ele mostra que, quando somos feridos, o melhor caminho é o da caridade e não o rancor.
Na série Domingo com o Senhor, o missionário redentorista Pe. Guilherme Viana, C.Ss.R., ao comentar o episódio bíblico, ressalta que o chamado de Jesus não é algo tão simples para nós.
“Uma das coisas mais difíceis da vida é lidar com os conflitos”, disse.
O sacerdote também recorda-nos que é comum surgirem desentendimentos, mais cedo ou mais tarde, entre familiares, amigos ou colegas de trabalho. Embora não possamos controlar que divergências aconteçam, Jesus apresenta-nos um caminho para lidar com elas.
“Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo em particular; se ele te ouvir, ganhaste o teu irmão”.
Neste diálogo que Jesus propõe, existe um detalhe muito importante: o cuidado da correção no particular. Isso demonstra que realmente estamos interessados no bem do outro, em ajudá-lo a identificar o erro cometido e não em tornar esse erro conhecido pelos outros, como forma de acusação ou vingança.
“É interessante perceber que Jesus não manda simplesmente ignorar o problema. Também não manda expor o irmão diante dos outros. Ele nos ensina a procurar a pessoa, conversar com ela e tentar reconduzi-la”, disse o sacerdote.
O Evangelho continua a nos ensinar, por fim, com uma promessa do Senhor: “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”. Com isso, Jesus reafirma que a união é sinal da sua presença.
Aplicação à vida
O exercício que o Padre nos convida nesta semana é aavaliar a qualidade dos nossos diálogos. Será que sabemos conversar com os outros? Seja o cônjuge, o pai, a mãe, irmãos, amigos ou colegas de trabalho. A Palavra de Deus chama-nos a não parar na mágoa e no fechamento em si mesmo. Jesus pede-nos coragem no amor, de agir com verdade e interesse pelo bem do outro.
Devemos lembrar também que necessitamos muitas vezes de correção e como seria bom que os outros tivessem essa atitude caridosa de vir corrigir-nos na caridade e na verdade, não é mesmo?
“Devemos ter caridade para corrigir, mas também humildade para aceitar as correções e, em tudo, buscarmos a união e a paz”, concluiu Pe. Guilherme.
Que Nossa Senhora nos ajude a viver esse propósito!
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