No Diálogos da Mente desta semana, a psicóloga Fernanda Zanin convida a uma reflexão sobre a medida das nossas buscas e o ritmo do nosso caminhar. Muitas vezes, somos levados a acreditar que a felicidade é um destino distante, algo que só alcançaremos quando tivermos acumulado mais conquistas, mais bens ou mais reconhecimento.
Nessa maratona invisível, passamos os dias esticando o passo para alcançar o que está longe, sem perceber que a verdadeira riqueza não está na extensão do que somamos, mas na qualidade do que conseguimos desfrutar com serenidade. Quando a busca se torna uma fuga de nós mesmos, uma tentativa de preencher vazios com o excesso de tarefas ou de posses, o destino final acaba sendo, inevitavelmente, o esgotamento.
Corremos tanto para garantir um futuro próspero que esquecemos de habitar o presente, o único lugar onde a vida realmente acontece. Por isso, o convite é: em vez de focar apenas no horizonte, permitir-se apreciar o chão que já se pisa.
Que o caminhar seja guiado pela gratidão, pelo que já existe e não apenas pela sensação de falta. Afinal, a vida se manifesta justamente no intervalo entre os nossos passos.
Que, no dia de hoje, cada pessoa encontre um momento para apenas ser, sem a obrigação de ter ou de chegar.
Confira a reflexão na íntegra:
Confira reflexões sobre saúde mental, comportamento e desafios da vida.