Foto01

Espaço Memória

Exposição celebra 15 anos da V Conferência em Aparecida

Exposição comemorativa dos 15 anos do Documento de Aparecida (2007–2022).

Espaço Memória
V Conferencia General del Episcopado Latinoamericano y del Caribe

Exposição Comemorativa 15 anos Documento de Aparecida 2007-2022

O CELAM é um organismo de comunhão, reflexão, colaboração e serviço como sinal e instrumento do afeto colegial em perfeita comunhão com a Igreja universal e com sua cabeça visível, o Romano Pontífice. Foi criado em 1955, fruto da Primeira Conferência dos Bispos da América Latina, realizada no Rio de Janeiro.

Como organismo de serviço, o CELAM deve ser, antes de tudo, animação e auxílio a reflexão e ação pastoral da Igreja na América Latina e no Caribe.

Reúne 22 Conferências Episcopais que se situam desde o México até Cabo de Hornos, incluindo o Caribe e as Antilhas.

As Conferências Gerais

Convocada pelo Santo Padre, uma Conferência Geral do Episcopado tem como objetivo:

– Refletir sobre a realidade do Continente e suas questões comuns

– Discernir, por meio da oração, o querer de Deus

– Ajudar-se mutuamente com orientações comuns e apoios solidários

– É um momento de cenáculo (At 2,1-4)

“Este espaço memória celebra os 15 anos da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho, realizada em Aparecida.”

A exposição

De 13 a 31 de maio de 2007, representantes das 22 conferências episcopais aqui se reuniram, com a presença de Cardeais, Arcebispos, Bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas, leigos e leigas, para ouvir o que o Espírito Santo dizia à Igreja e, na escuta, discernir caminhos para a ação evangelizadora em todo o continente.

Fruto deste encontro é o Documento de Aparecida que ressoa na vida eclesial da América Latina e do Caribe.

Ao celebrar os 15 anos da V Conferência de Aparecida renovamos, como Povo de Deus, o compromisso de sermos discípulos e missionários de Jesus Cristo para que n’Ele nossos povos tenham vida.

Uma herança permanente

Muita coisa mudou e a Igreja cresceu desde que os bispos latino-americanos, reunidos no Rio de Janeiro em 1955, fundaram o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), que desde seu nascimento tem sua sede na cidade de Bogotá, capital da Colômbia.

A Igreja do Brasil vivenciou, nesse período, uma década de ouro na composição de sua história com o surgimento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

Muitas dioceses foram criadas ensejando o crescimento do episcopado brasileiro e possibilitando uma maior e mais efetiva participação do laicato católico na vida eclesial.

Conferência do Rio de Janeiro

Dessa primeira Conferência, nasce o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), que passou a ter sede na capital da Colômbia, Santafé de Bogotá. O objetivo proposto na I Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano fora o estudo de forma concreta e com resoluções práticas, dos pontos mais fundamentais e urgentes do problema religioso da América Latina, desde o duplo aspecto da defesa e da conquista apostólica.

A Conferência do Rio significou para a Igreja no continente latino-americano o começo de uma nova etapa de sua história que foi se mostrando cada vez mais dinâmica, fecunda e profética.

Destaca-se, a partir daí, a consciência da coesão episcopal, de sua capacidade de discernimento na leitura dos sinais dos tempos e, também, de responsabilidade e exemplaridade dentro da grande comunidade de pobres do Terceiro Mundo.

Conferência de Medellín

“A Igreja na atual transformação da América Latina à luz do Concílio”

Em 1968, três anos após o Concílio Vaticano II, a Igreja na América Latina buscou, com a realização da II Conferência, aplicar as resoluções do Concílio.

A Conferência de Medellín foi, sobretudo, resposta aos documentos conciliares Lumen Gentium e Gaudium et Spes, nos quais a Igreja é chamada a ser luz para todas as gentes e, mais ainda: uma fonte de alegria e esperança para o povo de Deus.

A II Conferência Geral do Episcopado Latino-americano, realizada em Medellín, na Colômbia, de 26 de agosto a 6 de setembro de 1968, contou com a presença do Papa Paulo VI.

Conferência de Puebla

“O presente e o futuro da evangelização na América Latina”

Realizad a em Puebla, no México, em 1979, a III Conferência teve a presença destacada de Dom Aloísio Lorscheider a quem se deve, em grande parte, a composição do texto final do Documento de Puebla.

O texto convida a Igreja a uma conversão, a “revisar suas estruturas e a vida de seus membros, sobretudo a dos agentes de pastoral”. O documento oferece a visão pastoral da realidade latino-americana; desígnios de Deus sobre essa realidade; critérios e fatos que presidem a obra evangelizadora e meios para evangelizar; missionariedade a serviço de duas opções preferenciais: os pobres e os jovens; a Igreja como sacramento de comunhão.

Conferência de Santo Domingo

“Nova evangelização, promoção humana, cultura cristã. Jesus Cristo ontem, hoje e sempre”

O Papa João Paulo II, em março de 1983, na cidade de Porto Príncipe, no Haiti, falando aos bispos latino-americanos, disse:

“A comemoração do meio milênio de evangelização terá pleno significado se for um compromisso vosso, como bispos, junto com vosso presbitério e fiéis, compromisso não de reevangelização, mas, sim, de uma nova evangelização. Nova no seu ardor, nova em seu método, nova na sua expressão” .

Quando, em 1992, se celebrava o quinto centenário da chegada das naus de Colombo ao Novo Mundo, a Igreja buscou, com criticidade, analisar estes 500 anos de colonização e de presença europeia em terras latino-americanas.

Para tanto, realizou-se em Santo Domingo a IV Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho, que suscitou temas para uma nova evangelização, promoção humana e cultura cristã.

A Conferência de Aparecida

Discípulos e Missionários de Jesus Cristo para que n’Ele nossos povos tenham vida. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.”

A V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho foi realizada em Aparecida, de 13 a 31 de maio de 2007.

Inaugurada pelo Papa Bento XVI, a Conferência de Aparecida recorda que:

“Os discípulos, que por essência são também missionários em virtude do Batismo e da Confirmação, são formados com um coração universal, aberto a todas as culturas e a todas as verdades, cultivando a capacidade de contato humano e de diálogo”.(DAp 377)

Aparecida reafirma as grandes linhas eclesiológicas e pastorais das Conferências anteriores: o espírito eclesial do Rio de Janeiro, o espírito de comunhão do Concílio Vaticano II e de Medellín, o espírito de participação de Puebla e o espírito da Nova Evangelização de Santo Domingo. Destaque para a participação do Cardeal Jorge Mario Bergoglio, Arcebispo de Bueno Aires, hoje Papa Francisco.

Abertura da V Conferência pelo Papa Bento XVI

Papa Bento XVI, na homilia da Santa Missa de 13 de maio de 2007, em Aparecida, disse:

“Não existem palavras para exprimir a alegria de encontrar-Me convosco para celebrar esta solene Eucaristia, por ocasião da abertura da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe. Deste Santuário estendo o meu pensamento, com muito afeto e oração, a todos aqueles que se nos unem espiritualmente neste dia, de modo especial às comunidades de vida consagrada, aos jovens engajados em movimentos e associações, às famílias, bem como aos enfermos e aos anciãos.

A todos quero dizer: ‘Graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo’ (1Cor 1,13). Considero um dom especial da Providência que esta Santa Missa seja celebrada neste tempo e neste lugar.

O tempo é o litúrgico do sexto Domingo de Páscoa: está próxima a festa de Pentecostes, e a Igreja é convidada a intensificar a invocação ao Espírito Santo. O lugar é o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, coração mariano do Brasil: Maria nos acolhe neste Cenáculo e, como Mãe e Mestra, nos ajuda a elevar a Deus uma prece unânime e confiante.

Esta celebração litúrgica constitui o fundamento mais sólido da V Conferência, porque põe na sua base a oração e a Eucaristia, Sacramentum caritatis. Com efeito, só a caridade de Cristo, emanada pelo Espírito Santo, pode fazer desta reunião um autêntico acontecimento eclesial, um momento de graça para este Continente e para o mundo inteiro”.

“Maria nos acolhe neste Cenáculo e, como Mãe e Mestra, nos ajuda a elevar a Deus uma prece unânime e confiante.”

“A Igreja cresce pela atração. Quanto mais houver amor, comunhão e unidade, tanto mais a Igreja será uma atraente comunidade de amor.”

Espaço Memória, Santuário Nacional de Aparecida, V Conferência e CNBB

Créditos

Organização

Daniele Souza, Romulo Barros e Aline Costa

Textos adaptados

CNBB, CELAM e Pe. Gilberto Paiva, C.Ss.R.

Acervo fotográfico

web.celam.org, Shutterstock, Assessoria de Imprensa CNBB, Daniele Souza, Thiago Leon, Vera de Souza, Denílson Luís e Fábio Colombini

Acervo de objetos

Arquivo pessoal, CDM, Reserva Técnica, Sala das Promessas e Academia Marial

Comissão de organização do Santuário Nacional

Núcleo de Criação, Núcleo de Eventos, Núcleo de Comunicação Família dos Devotos, Infraestrutura, CDM (Centro de Documentação e Memória Pe. Antão Jorge), Reserva Técnica, TV Aparecida e A12