Dica de Cinema: Batman vs Superman

A Origem da Justiça… ou dos Melhores “Coleguinhas”? Confira nossa série sobre filmes de super heróis!
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Assim como a atual realidade brasileira, Batman vs Superman – A Origem da Justiça polarizou toda a crítica especializada em cinema e cultura pop. Com vários erros e muito fan service, o longa desdobra os eventos ocorridos ao final de Homem de Aço: vidas perdidas, nenhuma pessoa julgada pelas leis humanas e um Bruce Wayne para lá de revoltado.

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Zack Snider retorna à franquia com a incumbência de narrar o embate entre os maiores heróis da DC Comics e estabelecer as bases para a Liga da Justiça. Analisando a obra sob a ótica cinematográfica, sem comparações com os gibis, vemos que o diretor e o roteirista David Goyer ( Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge) entregam um filme que empolga os fãs de quadrinhos, mas que falha em premissas básicas, como a construção de arcos dramáticos e motivação de protagonistas.

Henry Cavill ( Os Agentes da U.N.C.L.E.) continua apresentando um Superman que, apesar de musculoso e “porradeiro”, é inexpressivo e blasé. Já a incrível Amy Adams ( Curvas da Vida) continua sendo subaproveitada em péssimas cenas de “herói e mocinha”. A constante presença de Lois Lane em praticamente todos os momentos cruciais da história é inverossímil e talvez só justificada pelo alto cachê da atriz.

Os criadores tentaram incluir várias sagas em um mesmo longa-metragem para agradar os mais apaixonados – o que de fato ocorreu -, porém o resultado é um roteiro com várias falhas de diálogos, ligações entre atos e desenvolvimento das personagens principais. De todos, o mais imperdoável é o equivocado recurso de texto que barra a briga entre os protagonistas e os transforma em melhores amigos. Um argumento tão cafona, que rendeu alguns dos memes mais viralizados recentemente.

É possível salvar alguma coisa? 

Snider é reconhecidamente um criador bastante visual e, neste quesito, as lutas, os movimentos de câmera e a estética plástica amenizam boa parte do resultado final.

Mesmo reutilizando os temas de Piratas do Caribe, Hans Zimmer compôs trechos de trilha empolgantes, como o tema da Mulher Maravilha. Aliás, apesar de jogada no meio da trama, Gal Gadot convence, por enquanto, como guerreira amazona poderosa e imortal.

Por fim, mas não menos importante, a dedicação de Ben Affleck ( Garota Exemplar) produz uma calejada, irritadiça e interessante versão de Batman. O experiente ator interpreta um bom anti-herói e um bom Bruce Wayne de forma equilibrada, sem que um ofusque o outro.

Com uma campanha de marketing feroz que rendeu alguns milhões de bilheteria, o início da Liga da Justiça deixa no ar se os produtores aprenderam com os erros e tentarão entregar ideias melhor construídas e dirigidas nos próximos capítulos deste novo universo.

Assista ao trailer:

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